Sejam todos muito bem vindos!

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Criadouro de Aves Domésticas Ornamentais

Olá!!!

Seja bem-vindo ao nosso BLOG. Aqui, você encontrará dados e informações a respeito das aves que criamos, além de outros assuntos inerentes ao mundo da Ornitologia, ciência que estuda as nossas amadas aves.



1 de abr. de 2015

ARTIGO: O uso da genética na criação de aves

Artigo publicado na Revista Pássaros Exóticos, em 2014.

Olá amigo criador e apaixonado pela criação de aves! Meu nome é Rodrigo Guerra, sou biólogo responsável pelo Núcleo de Estudos Ornitológicos (NEO) e proprietário do criadouro RGC – Pássaros. Fui convidado pelo  André Ismerim para participar do 1º Ciclo de Palestras realizado pela ACPERJ&BR como palestrante, sendo me dado o tema genética, o qual aceitei prontamente e fiquei muito honrado pelo convite.

Na criação animal o uso da genética é importante e não seria diferente na criação de aves. E na avicultura ornamental, o uso da genética recai sobre a seleção das cores e suas respectivas mutações. Portanto, para um melhor entendimento de como usar a genética precisamos entender como se formam as cores das penas das aves.

As cores nas aves estão em suas penas e partes córneas, onde a enorme variação das mesmas é decorrente de processos bioquímicos, envolvendo pigmentos e/ou processos físicos, envolvendo a estrutura das penas. As cores bioquímicas são resultantes de dois grupos de pigmentos: carotenóides e melaninas.

Os carotenóides são os pigmentos oriundos da dieta das aves. Nos Passeriformes são os lipocromos e nos Psittaciformes são as psitacinas, por exemplo. Suas cores variam entre amarelo, laranja, vermelho e rosa.

As melaninas são produtos do organismo do próprio animal, que podem ser divididas em duas: eumelaninas (que podem ser negras ou marrons) e pheomelaninas (marrons). A eumelanina pode ser manifestar nas regiões mais centrais das penas ou na periferia das mesmas. Já as pheomelaninas se depositam sempre na periferia das penas.

Quando as mesmas são depositadas nas bordas, enxergaremos as cores puramente negras ou marrons, como as estrias dos canários e as ondulações dos periquitos australianos. Agora quando estão na parte mais interna, junto dos carotenóides, dá-se o efeito que chamamos na canaricultura de envoltura.

Nossos olhos só enxergam as cores dos espectros de luz que os objetos refletem, redirecionando-os às nossas retinas. Portanto, quando as melaninas periféricas recebem os espectros de luz, vão refletir a cor marrom e no caso do negro, absorveram todas as cores, restando à ausência de cor, isto é, negro.

Agora quando a melanina está depositada junto aos pigmentos carotenóides, ocorre a reflexão da cor do lipocromo ou psitacina e a cor azul nas melaninas. Tal reflexão azul é denominada de efeito ou azul de Tyndall (o mesmo que deixa o céu azul). Logo, uma ave verde nada mais é do que a reflexão do pigmento amarelo junto com a cor azul da reflexão/refração ocorrida nos grãos de depósitos de melaninas.

Portanto, caso um periquito verde por ventura perder de suas penas todo o pigmento amarelo, ele ficaria azul (FIGURA 01). Mas caso fosse retirado do verde toda presença da melanina negra, o mesmo tornar-se-ia amarelo. Tais exemplos nada mais são do que a mutação azul e a mutação INO (no caso lutino) (FICURA 02).

FIGURA 01: Periquitos Australianos Verde Claro (melanina negra mais psitacina amarela) e Azul Celeste (Somente a melanina negra). Repare que a face do primeiro é amarela e do segundo branca (sem psitacina). Fonte: http://flickrhivemind.net/Tags/budgies,cage/Recent


FIGURA 02: Periquito Australiano Lutino (ausência de melanina negra e presença da psitacina amarela). Fonte: http://www.naturepicturesource.com/gallery/250-120-Budgerigar.html

FIGURA EXTRA: Periquitos Australianos Albino (ausência de melanina negra e da psitacina amarela) e Verde Claro (melanina negra mais psitacina amarela). Fonte: http://www.araratasa.org.au/

Mas, o que é mutação? É uma alteração súbita e hereditária na estrutura genética. Portanto, se uma cor diferente não é repassada aos descendentes de maneira nenhuma, tal cor não é uma mutação, podendo ser até mesmo uma alteração metabólica em função de um problema de saúde.

Mas nem toda cor nova é uma mutação, podendo haver recombinação de mutações, como por exemplo, o canário isabelino (FIGURA 03) oriundo do crossing-over envolvendo as mutações ágata e canela e no caso dos periquitos australianos rendados, envolvendo o mesmo crossing-over nas mutações asa canela e INO.


FIGURA 03: Canário de cor Isabelino Prateado (crossing-over entre a mutação ágata e canela).
Fonte: FOB

Agora, vamos à genética propriamente dita, onde em nossa palestra, visando uma melhor didática, foi escolhida a espécie periquito australiano (Melopsittacus undulatus) para exemplificação, mas a idéia percorre qualquer espécie criada em cativeiro.

Praticamente usamos em criação as Leis de Mendel, onde a mesma foi exemplificada utilizando acasalamentos virtuais entre as cores do periquito. O primeiro caso foi a 1ª Lei de Mendel (Monohibridismo), com casos de dominância completa, co-dominância e sexo-ligado.

Nos casos com dominância completa, o gene dominante dominará o recessivo no processo de exteriorização da mutação, possuindo o animal heterozigoto (dominante port. do recessivo) a mesma aparência do dominante homozigoto (dominante duplo fator). Tal caso ocorre envolvendo acasalamentos com a mutação azul (ou fundo branco), onde ao se acasalar um periquito verde claro homozigoto com um azul teremos 100% das crias verdes claros port. de azul (heterozigoto), porém com a mesma aparência dos verdes-claros homozigotos, isto é, aves com genótipos diferentes mas mesmo fenótipo.

No caso de acasalamentos com co-dominância, o dominante homozigoto tem o seu fenótipo diferente do dominante heterozigoto. É o fator de escuridão encontrado nos psitacídeos, onde ao se acasalar um periquito verde-oliva (dominante homozigoto) com um verde-claro (recessivo) teremos 100% das crias verde-escuro (dominante heterozigoto). Nesta condição, todas as aves tem genótipos e fenótipos diferentes.

Na terceira ocasião tem-se os acasalamentos envolvendo os genes localizados nos cromossomos sexuais, onde em função do sexo dos pais, teremos um resultado diferente. Um grande exemplo é a mutação INO dos periquitos onde ao se acasalar um macho verde-claro com uma fêmea lutino teremos todos os filhotes de ambos os sexos verdes-claros, sendo exclusivamente os machos portadores. Agora ao se inverter as cores do casal, com macho lutino e fêmea verde-claro, todos os filhotes machos serão verdes-claros portadores e todas as fêmeas lutino.

Ainda foi falado da 2ª Lei de Mendel (diibridismo), onde se mistura no mesmo acasalamento mais de uma mutação. Os exemplos utilizados na palestra foram a união das mutação azul, fator escuro e INO. Com isso obtém várias combinações nos azuis como celeste (sem fator para escuridão), cobalto (FS para escuridão) e malva (DF para escuridão) e os albinos (INO + azul).

Existem muitos outros casos na genética das cores, envolvendo outras mutações, que poderão está ou não no cromossomo sexual e serem recessivas, co-dominantes ou dominantes e os outros casos de padrão genético como os alelos múltiplos (INO e Corpo Claro nos periquitos, por exemplo, onde ocupam o mesmo locus).

Também foi falado na palestra do uso da genética para a fixação de padrões além das cores, como tamanho, porte, posicionamento etc. Para se trabalhar com estas característica faz-se necessário a formação de linhagens onde temos alguns tipos de acasalamentos como o in-breending (alta consanguinidade), o line-breeding (baixa consanguinidade) e o out-cross (sem consanguinidade).

O público presente demonstrou interesse trazendo exemplos e questões envolvendo outras espécies e mutações, deixando evidente a necessidade em se tratar o referido assunto em função desta lacuna quando se envolve genética para muitos criadores.

Parabenizo a ACPERJ&BR pela coragem e competência em organizar um evento desta magnitude reunindo, na Fundação RIOZOO, criadores e profissionais de biologia e veterinária de vários estados do país. Parabéns a todos os envolvidos no evento que foi o maior sucesso! Um grande abraço e até a próxima!

29 de mar. de 2015

Diamantes Mandarins selvagens

Agora, segue o vídeo de um bando de diamantes mandarins selvagens. Como esta espécie vive em regiões semi-áridas australianas, qualquer oportunidade de água atrai os indivíduos de um grande bando. Inclusive, pode-se reparar um indivíduo de periquito australiano perdido no meio à multidão de mandarins, todos atrás de água.


Neste segundo vídeo, também mostra os bichos atrás das preciosas fontes de água. Pode-se também notar bem como é o tipo do habitat que os diamantes mandarins vivem na Austrália. Eles dividem este ambiente com os periquitos australianos e calopsitas. 

Todas as três espécies vivem em um ambiente bastante hostil, aproveitando cada virada positiva na sorte para procriar. Esta é a explicação para que as três espécies procriem bem em cativeiro, pois os criadores oferecem os melhores recursos aos mesmos e para sua memória genética, boas condições é igual a reprodução e muitos filhotes.


Diamantes de Goulds selvagens

Olá meus amigos!

Compartilho este vídeo que achei no Youtube, mostrando um bando misto de pequenos pássaros australianos em vida livre.

Nele podemos encontrar alguns dos pássaros que se cria em vários lugares do mundo, como o Diamante de Gould e o Bichenov. Reparem que no caso dos Goulds, podemos achar em um mesmo bando de vida livre indivíduos de cabeça preta e vermelha.




18 de jul. de 2014

ARTIGO: Seleção Canarinho

Artigo submetido à Revista Eletrônica +Q Informação, onde possuo uma coluna de meio ambiente.

Olá amigo leitor, nos meses de junho e julho, vivemos em nosso país uma edição da Copa do Mundo, onde participaram seleções representando todos os continentes. Algumas seleções possuem apelidos, como a azurra da Itália, celeste do Uruguai e a nossa seleção canarinho.

Por que seleção canarinho? É lógico e óbvio que tem referência ao pássaro canário, cujas cores lembram a camisa amarela da seleção brasileira. Mas, todo canário é amarelo? Mas que canário é este? Só existe uma espécie de canário?

Vamos às respostas:

O nome canário usado para designar o pássaro amarelo esverdeado oriundo do Arquipélago das Canárias, que se situa na costa norte atlântica da África e pertence à Espanha. Lá é o território natural da espécie Serinus canarius, cuja sua descoberta fez com que os europeus os levassem para o continente onde acabaram sendo criados pelo seu canto, cor e forma, se espalhando praticamente em todos os países como uma ave doméstica.

Hoje em dia, existem mais de trinta raças envolvendo inúmeras formas de penas e tamanhos, mais de 500 cores diferentes e raças desenvolvidas visando somente o canto, como o hartz roller, timbrado espanhol, malinois belga, cantor americano e cantor russo, por exemplo.

No Brasil, o Serinus canarius chegou à época colonial, em navios com bandeiras de Portugal e da Bélgica, daí nós aqui, conhecermos estes canários respectivamente como canários do reino ou canários belgas.

Mas aí o amigo leitor pode está se perguntando: “e o tal canário da terra?” Sim, realmente existe o canário da terra, pássaro silvestre que habita a América do Sul em países como Brasil, Venezuela, Perú dentre outros. Seu nome científico é Sicalis flaveola, e nem parente dos Serinus eles são. Os canários da terra são mais primos dos curiós, bicudos, azulões e demais pássaros canoros brasileiros.

Ele recebeu o nome canário em virtude de, mesmo sem serem parentes, ambos os canários são semelhantes e ao se chegarem os belgas, os portugueses descobriram que aqui também tinha um canário, mas não era belga ou do reino, mas sim da própria terra, por isto, canário da terra.

Ambas as espécies são reproduzidas em vários países por criadores que selecionam os indivíduos em função de canto, cor ou forma. Entretanto, para a legislação brasileira, somente os canários dos reinos (Serinus canarius) são considerados animais domésticos, como cães e gatos. A criação dos canários da terra (Sicalis flaveola) só pode ser feita com o registro junto ao IBAMA, sendo considerado crime ambiental sua manutenção em cativeiro sem a devida autorização.



Um grande abraço e até a próxima!

12 de jul. de 2014

ARTIGO: O Manon do Japão

Artigo publicado na Revista Pássaros Exóticos, em 2013.

O Manon do Japão (Lonchura domestica), pertencente à Família Estrildidae e Ordem Passeriformes, é uma espécie tipicamente doméstica, não existindo em vida livre (selvagem), sendo sua origem fruto da seleção artificial, a partir de cruzamentos de algumas espécies do gênero Lonchura. Portanto, não é crime ambiental a criação do manon em cativeiro, sendo esta espécie pertencente ao anexo 01 da IN 93/98 do IBAMA, como animal da fauna doméstica, como cães e gatos.

Testes genéticos apontam como principal carga genética nos manons a espécie Lonchura striata (White-rumped mannikin), onde o padrão de desenho melânico desta espécie comparada com o manon negro-marrom confirma tal proximidade filogenética. Há algum tempo, os manons eram classificados como uma subespécie destas munias (Lonchura striata domestica). A origem da formação do manon está no extremo oriente provavelmente China e Japão, em um processo de domesticação que levou séculos, desde aproximadamente o ano de 1700.

O manon é uma espécie extremamente sociável (seu nome em inglês é society finch), sendo um fato comumente observado em criadouros que usam sistema de colônia, diversos manons dormindo na mesma caixinha. Os mesmos não apresentam problemas de agressividade perante as outras espécies. Aqui no meu criadouro, tenho um viveiro experimental, onde tenho todas as espécies domésticas juntas e reparo que os manons são pacíficos, mas não engolem “sapos”, principalmente com espécies de porte semelhante, como os mandarins.

É uma espécie bastante prolífera, se reproduzindo com extrema facilidade. Os pais exercem suas funções com muito esmero, tanto que são utilizados mundo a fora como amas-secas das demais espécies de estrildídeos. Basta visitar qualquer criadouro brasileiro que crie diamantes de gould, bavetes, sparrows e inclusive calafates (obviamente, um ou dois filhotes por casal de ama), que verás sempre os manons sendo babás dessas espécies.

Um fato interessante, é que algumas pessoas já tentaram utilizar o manon como ama-seca de filhotes de pássaros de outras famílias, como os fringilídeos (canários do reino e pintassilgos) e emberizídeos (canários da terra, coleiros e curiós). Sempre escuto relatos de insucesso em tais tentativas. A explicação técnica é o modo como cada uma das famílias ajeitam seus filhotes ao alimentá-los. No meu caso, com experiência em canários do reino, seus filhotes se erguem ao pedirem alimento à mãe, exatamente o oposto dos filhotes de manons que levam a cabeça para o lado e seus pais descem com o alimento até seus bicos. Qualquer relato de sucesso que o amigo leitor tenha ao se usar manons como amas de espécies de outras famílias de pássaros, peço que nos escreva e nos conte seu relato de sucesso.

Como as todas as espécies que criamos, os manons possuem linhagens para concursos e linhagens mais domésticas, com aves fora do padrão de exposição. As aves mais selecionadas não são tão boas criadeiras como os manons de aviários e petshops, apesar de conhecer um famosíssimo criador que desenvolveu uma linha de aves excepcionais tanto para concursos quanto para a criação, sendo inclusive amas de diamantes.

Vamos às características da espécie:

1)      Dimorfismo sexual:
Entre os manons do Japão não existem diferenças visíveis entre os sexos. Os machos vocalizam um canto de baixo volume, porém, acompanhado de um display onde ficam todos eriçados e realizam um tipo de dança. Fora a observação desde comportamento, a identificação dos sexos só poderá ser feita através da sexagem laboratorial ou do uso da genética nos acasalamentos de mutações sexo-ligadas.

2)      Cores e mutações:
Os manons são pássaros que não depositam o lipocromo em suas penas, sendo suas cores formadas somente pela presença e ausência das melaninas (eumelanina e pheomelanina), passando pelo gradiente de oxidação das mesmas (negro-marrom à moka à canela) e a perda da pheomelanina (negro-marrom à negro-cinza).
            
Tendo como a cor original (se assim posso dizer) o negro-marrom, existem aproximadamente nove mutações de manons, a seguir: moka, canela, cinza, pastel, fulvo, albino, arlequim/branco, pérola e o topete. As cores são formadas pelas combinações destas mutações. Na Tabela 01 encontram-se a genética das mutações existentes para o manon.

Tabela 01               Genética das mutações em Lonchura domestica.
Cor
Genética
Negro-marrom
Dominante
Moka
Autossômico recessivo para o Negro e dominante para o canela.
Canela
Autossômico recessivo
Fator Cinza
Autossômico recessivo
Arlequim
Dominância parcial
Branco
Dominância parcial à seleção do arlequim
Albino
Autossômico recessivo
Pastel
Autossômico recessivo
Fulvo
Sexo-ligado
Pérola
Sexo-ligado
Topete
Dominante

Existem mutações que são letais, e a mutação topete é uma dessas, segundo a literatura de criação de pássaros em cativeiro. Tal característica significa que quando um filhote vem a ter o gene letal em homozigose, isto é, oriundo do pai e da mãe, o mesmo vem a falecer ainda no período embrionário. De todos os testes que fiz em relação a estes fatores ditos letais, o único que observei embriões mortos foi quando acasalei dois manons topetudos entre si.

A Ordem Brasileira de Juízes de Ornitologia (OBJO) definiu 20 classes de concurso para o manon do Japão, a seguir:


EX30101 Negro-marrom
EX30102 Moka
EX30103 Canela
EX30104 Negro-cinza
EX30105 Moka-cinza
EX30106 Canela-cinza
EX30107 Negro-marrom Pastel
EX30108 Moka Pastel
EX30109 Canela Pastel
EX30110 Negro-cinza Pastel
EX30111 Mok-cinza Pastel
EX30112 Canela-cinza Pastel
EX30113 Fulvo
EX30114 Fulvo-cinza
EX30115 Branco
EX30116 Albino
EX30117 Arlequim (Negro/Moka/Tricolor)
EX30118 Arlequim Canela
EX30119 Topete e Franja
EX30120 Outras mutações já definidas


3)      Alimentação:
Os manons são pássaros granívoros, logo, se alimentam de grãos. A mistura para os manons deverá ser a mesma para as demais espécies de estrildídios, como diamantes de gould e mandarins, isto é, alpiste e milho alvo, eu utilizo na proporção de uma parte de alpiste para duas de milho alvo. Deverá ser servido aos pássaros porções de farinhada ou papa de ovo, principalmente no período de reprodução, quando houver filhotes. Os meus manons também comem jiló, maçã e agrião.

4)      Reprodução:
É uma espécie bastante prolífera e precoce, mas devemos ter o cuidado de não reproduzi-los com idade inferior a um ano. Criam bem em gaiolas criadeiras para canários, do tipo argentina, mas já existem no mercado criadeiras típicas para pássaros exóticos. Utilizam ninho do tipo caixinha ou mesmo ninho de canário do reino (eu mesmo só utilizo ninhos taça), com postura de até seis ovos e com 13 a 15 dias de incubação. Aos trinta dias os filhotes já poderão ser direcionados às voadeiras. Se deixar, os manons criam o ano inteiro, mas recomenda-se a criação no período de março a dezembro, com no máximo três posturas por casal.

Já tive um caso em meu criadouro em que após uma noite de temporal violento, uma das minhas fêmeas desapareceu da gaiola de cria, deixando macho e cinco ovos para trás. Resultado, o macho deu conta do choco e criou todos os filhotes (brancos e arlequins, com e sem topete) sozinho.

No meu viveiro experimental, os manons ao invés de utilizarem os ninhos taça dos canários ou as caixinhas, preferiram pegar o material que ofereci para a arte final de “decoração” dos ninhos já ofertados e decidiram confeccionar os seus próprios ninhos com palha de milho e capim. Os ninhos foram feitos no chão do viveiro, um em cada canto. Alguns foram feitos em forma de taça outros em forma de cesto fechado. Vamos aguardar os resultados.

Recomendo a todos a visitarem criadores e ao Campeonato Brasileiro de Ornitologia 1ª Etapa, onde estarão expostos os melhores manons do Japão criados no Brasil.

Um grande abraço e até a próxima!!!
Rodrigo Guerra
Biólogo & Criador de Aves Domésticas

6 de jul. de 2014

Viveiro 01 - RGC Pássaros - 4º Filme

Viveiro 01 - RGC Pássaros - 3º Filme

Viveiro 01 - RGC Pássaros - 2º Filme

Viveiro 01 - RGC Pássaros - 1º Filme

Segue mais peixes.














Mais uma postagem de nossos peixes

Nossos aquários de ciclídeos americanos e kinguios (minha paixão).








Amo aquários e ainda penso em fazer um laguinho no quintal. Os meus preferidos são os criados em cativeiro há mais tempo, como os Kinguios (japonês), Guppies e Betta Splenders.

Pois já não tem estresse sobre as populações nativas e já existem muitas mutações.

Algumas fotografias do nosso viveiro experimental

Mais algumas fotos das nossas aves em nosso viveiro:



Diário da Criação 07/14

Olá amigos!

Pensando em aumentar a biodiversidade do nosso viveiro experimental e arrumar "gente" para o nicho sementes soltas pelo chão e artrópodes invasores, o RGC-Pássaros adquiriu alguns exemplares de codornas japonesas (Coturnix coturnix) para habitarem o piso do nosso viveiro.

Temos exemplares nas cores normais (padrão ancentral) e canela.








As fotos foram tiradas enquanto das codornas ficaram 15 dias em gaiola sendo tratadas com complexo vitamínico, sulfa e uma ração reforçada.

Neste momento elas já estão soltas no viveiro.

17 de jun. de 2014

Diário da Criação 06/14

Nosso viveiro coletivo tem de tudo!

Casal de periquitos que escolheu ninho taça (canário) para por e chocar;
Casal de periquitos australianos escolheram um ninho de calopsita para por e chocar e tiveram o apoio de uma calopsita macho, que dividia o choco com os demais. Cansei de vê-lo chocando ao lado da periquita albina.
Agora tem um ninho taça sendo dividido por duas famílias: um casal de manons do Japão com um casal de rolinha diamante!!!!
Ficam as duas fêmeas chocando juntas e quando se vê o ninho, tem ovos dos dois casais!!!! E não é por falta de opções, pois no viveiro tem dezoito ninhos taças e dezoito ninhos caixas.

12 de mai. de 2014

Temperaturas Máximas e Mínimas de Abril de 2014

Em relação ao mês de abril, já identificamos as quedas indicando a aproximação do inverno. As oscilações estão acentuadas como no mês anterior, tendo desvios padrões com valores maiores que 10% em relação aos valores médios (na mínima chega a 17%), a saber: temperatura máxima média igual a 32ºC com desvio padrão de 3,5ºC; temperatura mínima média igual a 19,6ºC com desvio de 3,4ºC.

O mês já não foi tem seco, com diversos dias chuvosos, tendo o dia 12 como o mais quente, com 40ºC. O dia mais frio foi 29 de abril, com 12ºC.

Segue o gráfico das máximas e mínimas diárias de abril:

Já o gráfico das médias das máximas e mínimas do ano, demonstra a queda das temperaturas, se encaminhando para o inverno.


Com o frio chegando, temos que aumentar os alimentos calóricos à aves, como aveia e girassol. Porém, tudo sem exagero.

Estreamos com o mês de abril um gráfico das máximas e mínimas diárias do ano inteiro de 2014. Neste gráfico, percebe-se perfeitamente as estações do ano, onde os meses referentes ao verão, as temperaturas máximas e mínimas estão, praticamente, acima das respectivas médias anuais. Já para o fim do mês de abril, os valores de máxima e mínima diárias começam a ficar abaixo das médias anuais dos valores máximos e mínimos.


Temperaturas Máximas e Mínimas de Março de 2014

Olá pessoal!

Em função dos diversos compromissos profissionais e pela obra do nosso novo criadouro, as estatísticas de temperatura do nosso viveiro externo atrasou.

No mês de março tivemos como a maior temperatura 43ºC no dia 21 e a menor 19ºC no dia 14, sendo este o dia com a manhã mais fria. O dia menos quente foi 08 de março, com a máxima chegando a 29ºC.

Após os dois primeiros meses bem quentes e secos (com exceção de uma frente fria que salvou fevereiro), tivemos uma maior oscilação nas temperaturas no mês de março, principalmente a máxima, com média de 35,9ºC, com desvio padrão de 4ºC (maior que 10% do valor médio). Tal fato se deu pela entrada de algumas frentes frias, com intensidades diferentes, não deixando a temperatura subir muito em alguns dias.

Segue o gráfico das máximas, mínimas e suas respectivas médias:


Fotos Julgamento Porte Rio Ornitológico 2007