Sejam todos muito bem vindos!

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Criadouro de Aves Domésticas Ornamentais

Olá!!!

Seja bem-vindo ao nosso BLOG. Aqui, você encontrará dados e informações a respeito das aves que criamos, além de outros assuntos inerentes ao mundo da Ornitologia, ciência que estuda as nossas amadas aves.



10 de abr de 2017

PALESTRAS ORNITOLÓGICAS

Olá amigo criador,

Permita-me falar um pouco de mim: sou Rodrigo Guerra, um apaixonado por animais, principalmente aves, que deixou uma vida de engenheiro para se formar em Ciências Biológicas e trabalhar exclusivamente com animais e tudo que envolve os mesmos (Vide entrevista para o Portal das Calopsitas).

Atuo como professor, pesquisador, consultor ambiental e criador de aves e pássaros domésticos. Formei o Núcleo de Estudos Ornitológicos (NEO - http://estudosornitologicos.blogspot.com.br/) e o Projeto Garras, onde desenvolvo junto aos meus alunos projetos de pesquisa e extensão envolvendo aves (NEO) e mamíferos (Garras).

Conforme foi escrito no post anterior, intitulado "Por que o papagaio é verde?", fui convidado a palestrar sobre aves, em eventos de dois clubes ornitológicos aqui do Rio de Janeiro: Associação de Criadores de Pássaros Exóticos do Rio de Janeiro & Brasil (ACPERJ - http://www.acperjebr.com.br/) e o Centro de Criadores de Canários (3C - http://www.3c.org.br/), conforme as fotos a seguir:

Palestra sobre o Uso da Genética na Criação de Aves (ACPERJ)





Palestra sobre Por que o papagaio é verde? A formação das cores nas penas das aves (3C)





Palestra sobre o Uso da Genética na Criação de Canários (3C)













Portanto, caso o amigo criador deseja que tais palestras sejam ministradas em seu clube ornitológico, basta mandar um email para rgc_passaros@yahoo.com.br, que poderemos combinar!

Um forte abraço!

1 de mar de 2017

ARTIGO: Por que o papagaio é Verde? A formação das cores nas aves!

Olá amigo criador/leitor do nosso site/blog, como vai?

Como já deve saber, além de criador de aves há mais de vinte anos, sou biólogo e ornitólogo por atuação (ornitólogo é todo biólogo especialista em aves).

Durante as aulas da disciplina de Física que ministrava na graduação de Ciências Biológicas, passei um tema para que os alunos desenvolvessem em casa, intitulado: "Por que o Papagaio é verde?"

Durante uma confraternização de fim de ano, na casa do amigo criador Luiz Fernando (Canaril Parada), ao conversar com o Juiz OBJO e Diretor da FOB Jorge de Pina (Criadouro Jotagê) sobre o tema do referido trabalho, o mesmo me pediu que escrevesse um artigo para a Revista Brasil Ornitológico sobre o tema da formação das cores nas penas das aves.

Portanto, tomei a decisão de escrever uma série de artigos sobre as cores das penas e as mutações que as acometem, de modo simples, mas também científico, visando a dirimir possíveis dúvidas e apresentar novidades a todos os criadores de aves do Brasil.

Também, ao escutar constantemente que a Revista Brasil Ornitológico apresenta principalmente artigos voltados exclusivamente à canaricultura, tomei como mais um estímulo a escrita dos meus artigos, pois os mesmos tratarão de TODAS as espécies de aves, pois um dos objetivos é mostrar que de modo geral, as mutações que as acometem são as mesmas, independente da espécie em questão.

Também registro aqui que os artigos intitulados "Melhorando a qualidade dos periquitos ondulados australianos" do Juiz e criador Emerson Prates, foi uma incrível fonte de inspiração para que eu iniciasse minha escrita. Parabéns Sr Emerson pelos seus artigos e desejo muito voltar a lê-los nas próximas edições da revista.

Também registro aqui o apoio recebido por grandes criadores, verdadeiros monstros da ornitofilia nacional, que me ajudaram doando o uso das imagens de suas aves, como Álvaro Blasina, Cesar Del Rio e Jorge de Pina. E com o tempo, o saudoso Beraldi junto com o Carlito, me autorizaram a usar as imagens das aves registradas durante os campeonatos brasileiros de ornitologia, em Itatiba. Meu muito obrigado a vocês!!!!

Voltando aos artigos sobre as cores das aves, o primeiro consta da Edição 95, onde tratamos exclusivamente de como a cor é formada, envolvendo os processos químicos e físicos (CLIQUE AQUI PARA LER ESTE ARTIGO) e os elementos envolvidos.

O segundo artigo da série encontra-se publicado na Edição 99, onde tratamos da primeira mutação: Canela! Nele discorremos sobre a mesma e sobre algumas outras mutações que deixam o fenótipo das aves semelhante a um canela. O ponto alto do artigo fica para nossa compreensão de que não existe a mutação canela nos Manons do Japão (Lonchura domestica).

Já o terceiro artigo, mais longo, trabalhamos a mutação chamada dentro da ornitologia (ciência e não criação) de Leucismo! O leucismo é uma mutação que afeta o depósito das melaninas na tegumento dos animais, no caso das aves: penas e partes córneas. Nada mais são do que as aves arlequins ou variegadas e as famosas aves brancas. O mesmo está publicado na Edição 104.

Edição 104, com a 3ª parte do artigo "Por que o Papagaio é Verde?"

O próximo artigo a ser escrito e publicado tratará das mutações que afetam a deposição das melaninas não só nas penas e partes córneas, mas também no interior do corpo, deixando como consequência a cor dos olhos vermelhas, como a mutação INO e a Fulvo. Este artigo tratará de um assunto que gera polêmica mesmo entre os pesquisadores de aves pelo mundo.

Creio que estes artigos estejam sendo proveitosos, e já demonstram alguns "filhotes" como a ministração de palestras sobre o assunto. Cabe ressaltar que à convite do Centro de Criadores de Canários (3C), do Rio de Janeiro, ministrei duas palestras aos associados sobre o tema: "Por que o papagaio é verde? A formação das cores nas aves!" e "O uso da genética na criação de aves", focado na criação de canários. O evento foi um sucesso de público no clube, gerando debates sadios e questões interessantíssimas!!!!

Saliento também que ministrei uma palestra semelhante, com foque nos periquitos australianos, no 1º Ciclo de Palestras realizado pela Associação de Criadores de Pássaros Exóticos do Rio de Janeiro & Brasil (ACPERJ&BR) também no Rio de Janeiro, mais precisamente no auditório do Jardim Zoológico da cidade. Nem precisava escrever, mas foi um sucesso de público e participação dos criadores, das mais diversas regiões deste país!

O tema também já foi ministrado para graduandos em Ciências Biológicas, em palestras proferidas em várias universidades do Rio de Janeiro, como a Universidade Veiga de Almeida (UVA), Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO) e Estácio de Sá.

Portanto, caso você queira levar estes temas para serem apresentados no seu clube, basta entrar em contato por email (rgc_passaros@yahoo.com.br) para que possamos conversar e agendarmos uma visita.

Bem, espero que você goste dos artigos "Por que o papagaio é verde?" e fique bem à vontade de se expressar aqui nos comentários deste post sobre o assunto, concordando ou não com o que está escrito nos artigos! O debate é salutar e ninguém é o conhecedor supremo da verdade!

Um grande abraço!


ARTIGO: A Bochecha dos Diamantes Mandarins

Olá amigos leitores da Revista Pássaros Exóticos! Juntos mais uma vez para falarmos de mais uma espécie de Passeriforme exótico, ou melhor dizendo, de uma característica de uma espécie: a cor das bochechas dos Diamantes Mandarins.

Existem duas espécies de mandarins no mundo, o Diamante Mandarim Australiano (Taeniopygia castanotis) e o Diamante Mandarim do Timor (Taeniopygia guttata). Ambas as espécies possuem uma coloração selvagem bem semelhante, a base de eumelanina negra e pheomelanina nas penas e carotenóide nos bicos e pés. Um detalhe interessante presente nas duas espécies é o dimorfismo sexual, onde os machos são diferentes das fêmeas, por possuírem um peito zebrado/listrado, a presença dos flancos pintados e da bochecha característica.

Pois bem, vamos falar das famosas bochechas dos mandarins. Como mencionado anteriormente, as bochechas estão presentes, em ambas as espécies, apenas nos machos. Elas foram fixadas provavelmente no ancestral em comum às duas espécies, como resultado da seleção sexual.

Apesar do tom meio marrom alaranjado, o pigmento que forma as bochechas dos mandarins não é o lipocromo, mas sim a pheomelanina, dando esta cor rufus à bochecha do animal. Logo, as mutações que atuam na bochecha dos mandarins serão aquelas com influência nas melaninas e não no lipocromo. Isto quer dizer que um mandarim macho cinza bico amarelo manterá a cor normal de suas bochechas.

Outro detalhe interessante, é que as mutações que podem alterar a bochecha dos mandarins também alterarão, na maioria das vezes, a cor rufus de seus flancos pheomelânicos salpicados de pontos brancos. E a presença destes flancos também está ligada às mesmas pressões sexuais que mantiveram as bochechas somente nos machos.

Vamos às mutações que afetam a cor das bochechas?

A primeira delas é o leucismo. Mas o que é leucismo? É uma mutação que afeta a disposição das melaninas nas penas e partes córneas das aves. Ela pode agir parcialmente (arlequim ou variegado) ou integralmente no corpo do animal, gerando um gradiente de fenótipos que vai desde o animal com poucas pintas brancas até ao animal totalmente leucístico ou seja, branco.

Nas bochechas, o leucismo pode criar falhas brancas ou até mesmo bloquear o depósito total da pheomelanina, deixando a ave sem a bochecha. Basta reparar que todo macho de mandarim branco não tem bochecha!

A segunda é a mutação dorso pálido, que é a primeira é diluir as melaninas nos exemplares, tanto a eumelanina quanto a pheomelanina. Basta reparar que as bochechas de um macho cinza dorso pálido é mais esmaecida do que as bochechas de um macho cinza padrão selvagem.

A terceira, também é uma mutação diluidora, com maior intensidade do que a anterior. Trata-se da mutação mascarado, que reduz tanto o depósito das melaninas, que deixa a ave com uma aparência quase branca, porém mantendo-se as listras e barras eumelânicas, a bochecha e os flancos esmaecidos. O animal fica tão diluído, que no passado esta cor era chamada de branco mascarado.

Nossa quarta mutação, ainda diluindo as melaninas, temos o pastel, chamada há um tempo de prateado. A mutação pastel é uma forte diluídora visual das melaninas. De caráter dominante (diferente das duas anteriores, que são sexo-ligadas recessivas), a mutação pastel dilui bem as eumelaninas, deixando a aves com o dorso e estrias/zebrados bem mais claros que a mutação dorso pálido, porém, não ao ponto de esbranquiçá-las como a mascarado.

Mas o lado interessante está na redução das pheomelaninas, onde temos as bochechas! A redução é tão forte que as bochechas dos machos ficam bem clarinhas, pálidos, lembrando uma cor creme. E a combinação da mutação pastel com a mutação dorso pálido, combina a diluição das melaninas a tal ponto que os machos ficam com as bochechas sem melaninas, isto é, os famosos bochechas brancas!

Recomenda-se a combinação das mutações pastel e dorso pálido a mais uma, que acrescenta eumelanina no desenho, como a face negra e ou peito negro. Tais combinações realçarão o contraste melânico com as bochechas brancas.

Em quinto, trataremos de uma mutação de caráter dominante, conhecida como bochecha. A mutação bochecha reduz drasticamente a eumelanina no corpo do animal, deixando uma presença pheomelânica no ventre e o dorso praticamente quase branco. Mas nosso tema são as bochechas! Esta mutação afetada a área do corpo onde ficam as bochechas da seguinte forma: depositando uma carga eumelânica nas bochechas, de maneira a deixar nas aves da linha cinza (eumelanina negra), uma bochecha cinza e nas aves da linha canela (eumelanina marrom), uma bochecha canela.

Um detalhe, as mutações que afetam os mandarins, colocando eumelanina em suas bochechas, agem de forma igual nas fêmeas. Como assim? As fêmeas apresentam desenho de bochecha como nos machos! Entretanto, as fêmeas não apresentam o listrado do peito e continuam com o depósito de lipocromo laranja (amarelo + vermelho) no bico, facilitando o dimorfismo sexual.

Entretanto, vale resultar que ainda existe uma pequena mistura de pheomelanina nas bochechas dos machos, basta você amigo reparar nas bordas das mesmas. Como no padrão selvagem não existe depósito de pheomelanina nas fêmeas, as bochechas das mesmas são mais limpas.

A sexta mutação que afeta a cor das bochechas dos mandarins é a que chamamos de bochecha negra. Tal mutação, de caráter autossômico recessivo, retira a pheomelanina do desenho dos flancos e da bochecha, preenchendo fortemente o espaço com a eumelanina. Com isto um mandarim cinza que sofre da mutação bochecha negra terá no seu fenótipo as suas bochechas e os seus flancos negros. 
E se combinarmos a mutação bochecha negra na linha dos canelas (eumelanina marrom), teremos aves com as bochechas e flancos marrons escuros, tipo chocolate amargo. Como mencionado na mutação anterior, as mutações que inserem eumelanina nas bochechas afetam as fêmeas, deixando-as com bochechas também.

A mutação bochecha negra pode se combinar com outras mutações, como dorso pálido, mascarado, face negra, etc.

A sétima mutação não existe ainda na nomenclatura da FOB/OBJO, trata-se da mutação eumo. Esta mutação acrescenta uma carga melânica nas penas das aves, deixando-as mais escuras. Em relação à bochecha, a mesma desaparece (não há depósito pheomelânico,ou o mesmo é extremamente fraco), deixando a área livre para ser preenchida com a envoltura eumelânica (cor cinza do corpo).

A mutação eumo pode ser combinada com outras, tais como face negra e peito negro, deixando o animal muito mais escuro/preto. Ou até mesmo combinado com mutações diluidoras como dorso pálido ou mascarado, dando um visual diferente ao se misturar uma mutação que carrega em melanina com outras que a dilui.

Bem amigo criador e amante desta fabulosa espécie de Estrildídeo (uma das mais criadas pelo mundo!), era isto que eu tinha a dizer sobre as mutações que afetam as cores das bochechas dos mandarins e espero que tenha sido proveitosa a leitura. Encontramos-nos na próxima edição da Revista Pássaros Exóticos.


Um abraço e até a próxima!!!

ARTIGO: O Diamante Bicolor

Artigo publicado na Revista Pássaros Exóticos

A espécie

Olá amigos leitores da Revista Pássaros Exóticos! Juntos mais uma vez para falarmos de mais uma espécie de Passeriforme exótico: o Diamante Bicolor. Esta ave é conhecida no mundo inteiro como Diamante Papagaio (ou Parrot Finch, em inglês) em função das suas cores (verde e vermelha) estarem em posições que lembram as cores do psitacídeo. Seu próprio nome científico faz uma referência aos psitacídeos: Erythrura psittacea.

Ave pequena, com aproximadamente 12 a 13 cm de comprimento, possuindo no corpo a presença de eumelanina negra e dois lipocromos (amarelo e vermelho). O lipocromo vermelho está presente somente na cabeça, uropígio e cauda, sem a interferência melânica. Já o lipocromo amarelo, encontra-se pelo corpo e asas, onde em conjunto com o efeito de Tyndall da envoltura melânica (reflexo azulado) temos a cor verde característica da espécie.

Pertencente a mesma família das principais espécies exóticas criadas no Brasil, Família Estrildidae, o bicolor divide o gênero Erythrura com outras espécies que também são chamados lá fora de diamantes papagaios, como por exemplo, o Diamante Tricolor (Erythrura trichroa), o Diamante Quadricolor (Erythrura prasina) e também do já conhecido de todos Diamante de Gould (Erythrura gouldiae).

Espécie endêmica da Ilha Nova Caledônia, que se localiza entre a Nova Zelândia e a Austrália, possui o status de conservação pouco preocupante e habita arbustos, campos abertos, áreas cultivadas e manguezais da ilha. Talvez pelo seu endemismo (espécies endêmicas são mais vulneráveis à extinção), o Erythrura psittacea esteja no Anexo B da Instrução Normativa 18/11 do IBAMA.

Alimentação

A alimentação se constitui a mesma dos demais granívoros da família, como os mandarins, goulds, manons etc. Complementa-se a alimentação com uma boa farinhada e ração extrusada, ao gosto do criador. Durante a época de criação, deve-se oferecer também proteína animal através das larvas de tenébrio.

Reprodução

Criadas em cativeiro há bastante tempo, são aves que se reproduzem relativamente bem, podendo-se criá-los em colônia mista (espécies diferentes) ou em casais individuais, cada qual em sua gaiola criadeira, tipo argentina (a mesma utilizada para a criação de canários), utilizando-se o famoso ninho caixinha/cubo de aproximadamente 15 cm de lado.

O dimorfismo sexual na espécie é bastante difícil de observar, onde os machos possuem as cores mais brilhantes do que as fêmeas. Sugiro, além da eventual sexagem em laboratório, a observação da característica de cantar e cortejar dos machos, inexistentes nas fêmeas.

Em época de reprodução, tornam-se territorialistas, devendo o criador se atentar a esta situação, como gaiolas coladas umas as outras, oferecendo a oportunidade dos machos se atracarem pela grade. Os machos também não costumam ser tão cavalheiros com suas fêmeas, podendo muitas das vezes depená-las ou até mesmo matá-las. Portanto, o criador deverá ficar atento a oferecer com frequência materiais para confecção do ninho, onde deixará o macho ocupado, enquanto a fêmea não “pede” cópula.

Os bicolores costumam por de três a seis ovos, que por volta dos 14 dias, eclodirão. Entretanto, costumam ser péssimos pais, como a maioria das espécies de estrildídeos criadas em cativeiro, devendo seus ovos ser repassados para nossos famosos manons!

Seus filhotes possuem uma característica marcante nas espécies do gênero Erythrura, que são os pontos brilhosos em volta de sua boca, assim como nos diamantes de goulds. Tais pontos brilhosos são um indicativo para que os pais se orientem durante a alimentação de seus filhos, sugerindo que na natureza, tais aves fazem ninhos extremamente fechados e escuros, onde a pouquíssima iluminação que entre sirva apenas para brilhar tais pontinhos nas bocas dos ninhegos.

Os filhotes deverão ser anilhados com sete dias, com anilhas de 2,5 mm, segundo a OBJO e com aproximadamente 45 dias, os mesmos já poderão ser separados dos pais (adotivos ou não) e transferidos para voadeiras, onde ganharão músculos e aguardarão a muda de virada de “pardo” (na verdade verdes) para a cor adulta (verde e vermelho).

Deve-se atentar para alguns fatores na criação dos Bicolores, como por exemplo, no material fornecido para confecção dos ninhos, pois os machos são muitos afoitos nesta atividade e fiapos longos poderão ocasionar acidentes, como enforcamento da ave.

Outro detalhe é o uso do ninho tipo caixa para as amas-secas, pois os filhotes de bicolores são muito assustados e ninhos tipo taça levarão aos mesmos a deixarem os ninhos precocemente, e como são muito miúdos, poderão escapar pela malha das gaiolas, levando o filhote a óbito por frio ou inanição. Já vi os dois fatos mencionados anteriormente acontecer em um criadouro de um amigo, que cria esta espécie.

Mutações

Bem, como os amigos já puderam observar na foto do exemplar selvagem, esta espécie possui em suas penas eumelanina negra e os lipocromos amarelo e vermelho, portanto, as mutações existentes atuaram em cima destes itens. Existem três mutações: verde mar, arlequim e lutino.

A mutação verde mar atua somente sobre os lipocromos, diluindo a concentração dos mesmos. Algo semelhante às mutações turquesas nos psitacídeos e marfim nos canários de cor. Como a diluição dos lipocromos não foi ao máximo (total eliminação), a ave apresenta o lipocromo vermelho em tom laranjado e o amarelo em tom marfim, que junto ao efeito de Tyndall da eumelanina negra, torna a cor verde-mar, ou azul esverdeado, visível.

Existem alguns relatos, ou lendas, que já existe o Diamante Bicolor realmente azul, isto é, com total eliminação dos lipocromos. Nunca vi uma fotografia sequer, mas se esta ave realmente existe, deve ser um pássaro com cabeça, uropígio e cauda brancos e corpo azul.

Já a mutação arlequim é a atuação do leucismo parcial, onde em zonas aleatórias do corpo não ocorre a deposição da eumelanina, fazendo com que o corpo originalmente verde, fique manchado de amarelo. Existem exemplares cujas áreas melânicas são tão escassas que a ave apresenta o corpo praticamente amarelo. Pode-se combinar com a mutação verde-mar, obtendo o arlequim verde-mar.

O efeito da mutação lutino já é conhecido por criadores de inúmeras espécies de aves que possuem tal mutação. É a eliminação total da melanina no corpo do animal, permanecendo intocados os lipocromos amarelo e vermelho. A origem da mutação lutino nos Erythrura psittacea é controversa, podendo ter sido introduzida na espécie por hibridação com o Diamante Tricolor (Erythrua trichroa).

Segundo a Ordem Brasileira de Juízes de Ornitologia (OBJO) em seu anuário de 2015 (até o momento da entrega deste artigo à edição da revista, eu ainda não havia recebido o anuário 2016), insere os diamantes bicolores no segmento exóticos estrangeiros, grupo 7 (Exóticos Raros), subgrupo 07.01 Erythruras, onde estão todas as espécies de Erythruras que concorrem em nossos campeonatos, com excessão dos Diamantes de Gould, que a FOB ainda chama de Chloebia gouldiae. A tabela a seguir mostra somente as classes destinadas à espécie foco deste artigo, Erythrura psittacea.

Código
Cor
Genética
EX 070101
Bicolor
(Erythrura psittacea)
Forma selvagem
EX 070102
Bicolor Face Laranja
(verde mar)
Sexo-ligado recessivo
EX 070103
Bicolor Arlequim
(todos)
Autossômico Dominante

EX 070104

Bicolor Lutino

Sexo-ligado recessivo

Considerações Finais

Os Diamantes Bicolores se fizeram presentes nos últimos três Campeonatos Brasileiros de Ornitologia da FOB, mas sempre em baixo contingente. O Gráfico 01 nos mostra que nos três anos, sempre tiveram os cincos classificados na classe Bicolor Ancestral e uma média de 1,33 indivíduos de bicolor verde-mar classificado por ano. Números muito baixos comparados a outros exóticos como mandarins, goulds e manons, por exemplo. E nenhum quarteto foi apresentado em nenhum dos três anos de competição!

Estes dados mostram que há espaço de sobra para que mais criadores passem a criar esta linda espécie e que leve suas aves para concorrer nos próximos campeonatos brasileiros.

Gráfico 01 . Número de conjuntos (individual e quarteto) de bicolores classificados nos Campeonatos Brasileiros de Ornitologia de 2013 a 2015.


Bem amigos, era isto que queríamos escrever sobre esta exótica espécie, chamada de diamante bicolor ou diamante papagaio. Desejo aos amigos que já criam um enorme sucesso em suas criações e àqueles que desejam criá-la, que vão em frente e iniciem seus plantéis com indivíduos de criadores idôneos, com aves anilhadas, conforme as IN 03 e 18.


Um abraço e até a próxima!!!

ARTIGO: A Rolinha Diamante

Prezados amigos leitores da Revista Pássaros Exóticos, estamos juntos em mais uma edição, desta vez para falarmos de uma espécie de Columbiforme exótico: a rolinha diamante (Geopelia cuneata).

Particularmente, esta é a espécie mais recente que crio, isto é, mais ou menos uns quatro anos. No início da minha vida criando aves, nunca havia me interessado por pombos em geral, apesar de achar as pombas-de-frutas lindas, mas depois de formado em biologia e iniciado meu trabalho com aves silvestres de vida livre, estudando seus comportamentos e ecologia em geral, passei me interessar muito pelas aves da ordem Columbiformes, que representa todas as espécies de pombos e rolinhas que vivem atualmente no globo. Foi quando surgiu a oportunidade de adquirir dois casais de rolinhas diamantes.

Iniciei minha pesquisa para aprender mais sobre esta espécie e como eu esperava, encontrei pouquíssimas informações a respeito de sua criação em cativeiro. Portanto, decidi reunir neste artigo as informações que li em livros e homepages. Espero que gostem!

A espécie

A rolinha diamante ou pombinha diamante é uma das menores espécies de columbídeos viventes na Terra, alcançando de 19 a 21 centímetros de comprimento. Sua distribuição geográfica limita-se à Austrália, onde divide o habitat com outras espécies conhecidas dos criadores, como os periquitos australianos, diamantes mandarins e calopsitas.

A rolinha diamante divide o gênero Geopelia com mais quatro espécies, sendo uma conhecida pelos criadores brasileiros, a rolinha zebrinha (Geopelia striata). Todas as espécies de Geopelia possuem o padrão de desenho barrado em suas asas, com exceção da rolinha diamante, onde o padrão de desenho são pintas brancas sobe as asas melânicas, dando a sensação de que foram salpicados pequenos diamantes sobre as asas.

Esta é a origem do nome popular da espécie diamond dove (rolinha diamante em inglês, língua oficial da Austrália). Já a origem de seu nome científico, vem de terra = geo e cuneata = cor de chão, terra, isto é, uma ave que costuma ficar muito tempo andando pelo chão, atrás de insetos e principalmente, grãos. Portanto, este grupo de rolinhas é chamado em inglês de ground doves, isto é, rolinhas de chão.

A espécie não se encontra ameaçada em seu país de origem, tendo seu status de conservação como pouco preocupante. Somente no Estado de Victória, seu status é considerado quase ameaçada. Aliado ao fato de ser criada há vários anos em cativeiro em diversos países do globo, a rolinha diamante é considerada uma espécie doméstica, como cães, gatos, canários do reino e periquitos australianos, estando no anexo D da instrução normativa nº 18/2011 do IBAMA, para criação de aves exóticas.

Alimentação

Como atualmente todas as minhas aves estão em uma grande colônia (todas as espécies), eu ofereço mistura típica para exóticos, canários e periquitos, além de uma boa farinhada e ração extrusada. Reparo que as rolinhas também vão se alimentar das espigas de milho, jilós e maçãs que ofereço no viveiro.

Como as rolinhas não quebram as sementes como as demais espécies granívoras (as sementes são engolidas direto), deve-se tomar cuidado com o alpiste, pois o mesmo é pontiagudo. Como no meu viveiro existe uma gama de variedades de sementes e outras opções alimentícias, reparo que a rolinhas não vão ao alpiste. Nunca tive problemas com relação a isto.

Não se esquecer de oferecer à vontade areia lavada e a grit para que as mesmas possam ciscar e ingerir minerais que auxiliarão em sua digestão, além de servirem de fonte de cálcio. No meu viveiro é extremamente comum encontrar as rolinhas pelo chão, forrageando e ciscando. Como moro em uma área rural, possíveis insetos, como formigas, também são vítimas das rolinhas.

Reprodução

Ave de temperamento dócil com demais espécies no caso de um viveiro coletivo, podendo-se apresentar comportamento agnóstico em relação a outros indivíduos da mesma espécie, principalmente entre os machos. Quando eu deixei os meus dois casais em uma voadeira, presenciei inúmeras brigas entre os machos, ao ponto de despenarem a nunca um do outro. Já no viveiro, talvez pelo amplo espaço, as brigas ocorrem, porém de maneira mais leve, pois oferece ao perdedor espaço suficiente para fuga.

O dimorfismo sexual fica por conta de duas características: a primeira esta na coloração, onde as fêmeas possuem uma maior carga de feomelanina em suas asas, dando um tom mais amarronzado a elas, ao contrário dos machos que possuem as asas mais acinzentadas. A segunda característica está na espessura dos anéis vermelhos ou alaranjados ao redor dos olhos, onde os anéis dos machos são mais largos (2 a 3 mm) do que das fêmeas (1 mm).

Recomenda-se reproduzir animais com mais de um ano de idade, mesmo as rolinhas diamantes estarem aptas à reprodução desde muito cedo, como periquitos australianos e diamantes mandarins. A precocidade destas espécies se dá em função do ambiente natural na qual elas vivem, onde as condições são bem mais severas (ambientes áridos e semi-áridos) e como os momentos propícios para se reproduzir (fartura de alimento em função de fortes chuvas) podem aparecer a qualquer momento, a chance de deixar descendentes deve ser aproveitada ao máximo, justificando a precocidade.

Os pombos tem como resultado de sua seleção sexual, displays interessantes de cantos e danças. Quem é que nunca reparou os pombos domésticos (Columba livia) cortejando fêmeas ao se andar pelas ruas. No caso das rolinhas diamantes, não poderia ser diferente, onde o macho corteja a fêmea com um ritual que abre e fecha as penas da cauda (rectrizes), lembrando um pavãozinho, sempre acompanhado de um canto típico (coo hoo, coo hoo, ...).

Os columbídeos em geral põem de um a dois ovos bem branquinhos, sendo no caso da rolinha diamante, dois ovos por postura que no 13º ao 15º dia de choco, eclodirão. Os filhotes serão alimentados por ambos os pais (através do famoso leite de pomba) e por volta do 5º ao 7º dia de vida, anilhados com anéis de 3,5mm, conforme a Federação Ornitológica do Brasil (FOB) recomenda para participação em concursos.

Um fato interessante que me chamou a atenção na criação desta ave foi a precocidade que os filhotes deixam os ninhos, por volta do 10º ao 12º dia de vida! Lembro-me que fiquei atormentado com a saída dos filhotes tão cedo dos ninhos, o que me fazia devolvê-los constantemente. Até que resolvi deixar a mãe natureza agir e os filhotes se viravam bem pelo chão do viveiro, onde os pais iam alimentá-los por mais uma semana aproximadamente.

A reprodução em cativeiro pode ser conseguida em viveirinhos de 90 cm, onde se mantém apenas um casal ou em gaiolas de criação com 70 cm de comprimento. Os ninhos utilizados são os de taça, os mesmos que os canaricultores utilizam. Particularmente, no meu antigo criadouro (quarto de empregada em um apartamento) eu coloquei cada casal em uma gaiola de trigamia com quase 80 cm de comprimento, mas de um casal só vinha ovos brancos (prateado x cinza) e do outro (canela prateado x canela) todos os filhotes morriam nos primeiros dias. Tal situação me frustrava com a espécie.

Só quando me mudei para uma casa, onde construir um enorme viveiro para uma colônia mista (oito metros de comprimento), que o único casal que acabou ficando comigo (o que só dava ovos brancos) reproduziu, gerando inúmeros descendentes.

Hoje na colônia tenho uns cinco casais (entre cinzas, prateados e canelas), onde os únicos problemas que vejo neste sistema são: falta de controle genético (o que particularmente odeio) e fêmeas que resolvem por ovos em ninho de outras, gerando uma ninhada de três a quatro filhotes o que acaba resultando na morte do um ou dois ninhegos, tendo em vista que a evolução atuou nesta espécie para cuidar de apenas dois filhotes. Também desconfio que estas fêmeas que dividem ninho foram acasaladas por um mesmo macho, sendo ele o centralizador de ninhos.

Mas estou planejando para 2015 separar no novo criadouro alguns casais em gaiolas para um controle genético maior e testar a hereditariedade das mutações.

Mutações

A cor padrão ou selvagem é a cinza (chamada de blue – azul - em países de língua inglesa), onde o animal é cinza, como uma determinada carga de feomelanina sobre asas salpicadas de branco. As penas longas das asas (rêmiges primárias) são feomelânicas.

Como são criadas em cativeiro desde o século XIX, a rolinha diamante já apresenta mutações cromáticas, como prata, canela, arlequim dentre outras, mas na busca e pesquisa por estas mutações percebe-se que há pouca informação, sendo encontradas nomenclatura somente nas homepages da International Dove Society (IDS) e na American Dove Association (ADA), onde segundo a primeira, existe somente seis mutações na rolinha diamante, sendo as demais cores combinações das mesmas, conforme a tabela a seguir:

Cor
Mutação/Combinação
01
Blue
(Azul)
Cor selvagem
02
Blue White Rump/Tail
(Azul Cauda Branca)
Combinação Blue + white rump/tail
03
Brilliant
(Brilhante)
Mutação
04
Brilliant White Rump/Tail
(Brilhante Cauda Branca)
Combinação Brilliant + white rump/tail
05
Cinnamon
(Canela)
Mutação
06
Cinnamon White Rump/Tail
(Canela Cauda Branca)
Combinação Cinnamon + white rump/tail
07
Ocher
(Ocre)
Combinação Cinnamon + yellow
08
Peach
(Pêssego)
Combinação Silver + yellow
09
Pied
(Arlequim)
Mutação
10
Red
(Vermelho)
Seleção dos canelas
11
Silver
(Prata)
Mutação
12
Silver White Rump/Tail
(Prata Cauda Branca)
Combinação Silver + white rump/tail
13
Snow White
(Branco Neve)
Combinação Silver + yellow + white rump/tail
14
Ultimate Red
(Último Vermelho)
Seleção dos canelas
15
Yellow
(Amarelo)
Mutação
16
Yellow White Rump/Tail
(Amarelo Cauda Branca)
Combinação Yellow + white Rump/tail


Sobre a genética das mutações, a IDS informa que todas são autossômicas recessivas, com exceção da cauda branca, que trata-se de dominância parcial, onde indivíduos heterozigotos (“port. de normais”) teriam apenas as penas do uropígio brancas (white rump), já os indivíduos homozigotos para a mutação, teriam uropígio e cauda branca (white tail). Segue o mesmo raciocínio para o fator escuro na cores das penas dos Psittacidae. Uma outra curiosidade sobre a mutação cauda branca, é que além da perda melânica da cauda e uropígio, também dilui a intensidade melânica das penas e afeta as pintas das asas, aumentando-as de tamanho ao ponto de alguns casos formarem barras ou estrias.

Em termos de concurso no Brasil, nós criadores devemos respeitar a nomenclatura informada no Anuário FOB 2015, a seguir:

SUBGRUPO EX08.01 – POMBA DIAMANTE (Geopelia cuneata)

EX080101 – CINZA
EX080108 – CAUDA BRANCA LINHA CINZA
EX080102 – CANELA
EX080109 – CAUDA BRANCA LINHA CANELA
EX080103 – PRATEADA
EX080110 – ARLEQUIM LINHA CINZA
EX080104 – PRATEADA CANELA
EX080111 – ARLEQUIM LINHA CANELA
EX080105 – PASTEL CINZA
EX080112 – BRANCA
EX080106 – PASTEL CANELA
EX080113 – OUTRAS MUTAÇÕES
EX080107 – ISABEL


Considerações finais

A rolinha diamante é uma ave fascinante pela sua coloração discreta, mas bela e por seu comportamento interessante de se observar, principalmente durante o cortejo do macho pela fêmea. Dá-se muito bem com outras espécies de aves e o seu bater de asas gera um som interessante. No meu viveiro, só pelo som sei quando é uma rolinha diamante voando perto de mim.

É uma espécie de boa longevidade em cativeiro, onde a literatura diz que chega aos 15 ou 25 anos de vida cativa. Já em vida livre não passa dos cinco anos de vida, em função do ambiente árido em que vive e dos possíveis predadores. Sinceramente, vou esperar aguarda aqui no meu criadouro ocorrer esta longevidade toda.

Infelizmente, não foi uma espécie muito presente nos últimos dois campeonatos brasileiros, sendo classificadas aves em apenas cinco classes em 2013 e quatro em 2014, onde as únicas que apareceram em ambos os anos foram as cores cinza, cauda branca cinza e cauda branca prateada. É uma pena, pois se tratando de uma espécie considerada doméstica pelos órgãos ambientais, sua criação poderia ser mais difundida em termos de criação voltada para concursos. Digo concursos, pois a espécie deve ser criada em diversos criadores amadores, melhor dizendo, fora do padrão FOB, pois a mesma é vista com relativa facilidade para venda em feiras livres e em alguns petshops.

Lamento não ser tão popular em concursos e creio que o motivo seja, segundo minha experiência nestes poucos anos e no que pude observar em fotos e vídeos de alguns criadores brasileiros, a criação em colônia ser muito utilizada, inviabilização a seleção e fixação das mutações.

Deve ser por isto que o número de classes caiu do anuário 2014 para o anuário 2015, já de acordo com o novo manual de julgamento de exóticos. Das 20 classes que tínhamos passamos para 13, com a otimização das combinações com a mutação cauda branca em apenas duas classes (linha cinza e linha canela). Se esta nova nomenclatura estive valendo nos últimos dois campeonatos, resultaria em uma classe a menos nas presentes exposições. O motivo de tal redução, penso eu, deva ser a preferência dos criadores pelas caudas brancas, reduzindo o interesse pelas demais. Chego a esta conclusão pois as caudas brancas são as mais vistas nos resultados dos últimos concursos.

E por falar em mudanças na nomenclatura, ao ler o anuário FOB de 2004, tínhamos apenas 10 classes para a rolinha diamante, onde apesar de termos aumentado a nomenclatura inserindo com as cores caudas brancas, arlequins e brancos, perdemos a cor brilhante (tanto na linha cinza quanto canela), que figurou entre as aves classificadas nos brasileiros de 2003, 2004 e 2005, por exemplo.

Bem, não me alongando muito, fico por aqui, mas abro o espaço para você amigo criador, que cria e tem conhecimento adquirido com esta magnífica espécie, que entre em contato comigo ou com a redação da revista para agregarmos ou reavaliarmos informações aqui expostas.


Um abraço e até a próxima!!!